sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A lição da borboleta





                                         


Certa vez li  uma pequena fábula que reproduzo aqui.

“Andando por um jardim, um homem percebeu um casulo que se contorcia, preso a um galho de árvore. Aproximou-se. 
Por uma pequena abertura viu a borboleta que tentava romper aquela casca e libertar-se. 

O homem sentou-se e ficou observando aquele silencioso drama da natureza desenrolando-se sob seus olhos.O tempo passava. A borboleta lutava, lutava e nada. A abertura era muito estreita, o casulo era resistente e ela, apesar do esforço, não conseguia sair.



Então, a borboleta parou de lutar. Aparentemente tinham-se esgotado suas forças.O homem então chegou bem perto do casulo, tocou-o com a ponta do dedo e, imediatamente, a borboleta voltou a se contorcer. 

Longos minutos de mais esforço e luta e, nada. A borboleta mais uma vez se cansou e ficou imóvel. Parecia ter chegado ao seu limite.

 O homem então decidiu intervir e ajudar. Com uma pequena tesoura, cuidadosamente foi cortando a parede do casulo até que a borboleta se viu livre.
 Ele sorriu, satisfeito e ficou esperando que ela, finalmente, voasse.

Mas algo estranho ocorreu. O corpo da borboleta estava ainda pequenino e frágil. Suas asas, amassadas, não conseguiam estender-se e permaneciam murchas e atrofiadas. Ela mal conseguia se arrastar pelo chão. 

Aquela borboleta nunca seria capaz de voar...

O homem então se deu conta de que, na sua vontade de ajudar, ele, na verdade, havia condenado a borboleta. 
Ele não sabia que o esforço para romper o casulo era a forma que a natureza tinha inventado para fortalecer o corpo da borboleta, desenvolver suas asas e fazê-la voar.

Algumas vezes, o esforço, a luta é justamente o que nos fortalece e prepara para os desafios da vida.
Muitas vezes reclamamos dos desafios, dos percalços, das pedras em nossos caminhos.
Muitas vezes achamos que a vida esta sendo ingrata conosco, que tudo é muito difícil...

As dores pelas quais passamos, as lágrimas que vertemos, as dificuldades que enfrentamos, são apenas alimento para nos fortalecer, nos tornar capazes, nos tornar livres, para voar feito a borboleta, que ousou romper as duríssimas paredes do casulo da vida.

Na vida, em vários momentos, precisamos sim de coragem e força, para seguir adiante, mas sempre será por um bom motivo.





Um grande abraço
Vania

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Você reconhece seus erros e limitações?



Um texto de Rosana Braga que amei e quero compartilhar com vocês.
Espero que gostem e que acrescente para vocês como para mim.


Que todo mundo tem defeitos, creio que não restem dúvidas. 
Teoricamente, já nos sabemos imperfeitos. 


Porém, no exercício da vida, parece que, muitas vezes, insistimos em nos achar 'sempre certos' ou nos exigir nada menos que a perfeição. O resultado? Frustrações e confusões na certa!

Penso que o maior problema esteja no fato de não nos aceitar diante dos enganos e das limitações.
De não nos acolher. 
De tentarmos negar o próprio erro. 
Ou ainda de culpar o outro pelo que sentimos e não gostamos de sentir e pelo que fazemos, mas não gostamos dos resultados.

 Daí, tentamos os atalhos. Damos desculpas. Inventamos razões de mentira!

A quem estamos tentando enganar?
 Acreditamos que ao outro, mas enganamos a nós mesmos.
 E adiamos as soluções. Prorrogamos as mudanças tão necessárias.
 Deixamos escapar as lições e as oportunidades de, enfim, compreender e aprender.
 Desperdiçamos tempo e vida. 

E tem gente que insiste nesta dinâmica durante a maior parte de sua história!
Não tem jeito: jamais acertaremos todas. 
Impossível saber sempre.

E ao menos nesta dimensão, neste planeta, nesta condição, somos uma combinação exclusiva de muitos tons. Luz e sombra. Bondade e intolerância. Amor e desesperança. Coragem e medo. Sim, talvez e não. Quase tudo e quase nada. 
E no mais, incontáveis possibilidades que preenchem o espaço infinito entre um extremo e outro.

Assim sendo, o segredo é autorizar-se, no sentindo de ser o autor e permitir-se sê-lo.
E ser por inteiro.
É aproveitar o que não funciona para descobrir o que funciona.
É responsabilizar-se, admitir-se. 
É questionar-se: onde eu tenho errado?
Quais têm sido minhas limitações e dificuldades?

Porque quando a gente se conhece, fica muito mais fácil se reconhecer nas situações, nos sentimentos, nas escolhas e nas relações.
Fica muito mais fácil assumir o que é nosso e abrir mão do que é do outro. Sem culpas nem apegos, mas com responsabilidade, dignidade e alteridade.



Uma boa maneira de descobrir o que é seu: esteja atento ao que te incomoda! Isso é seu!
Se incomoda é porque faz eco dentro de você. Se não faz eco, aí sim não tem nada a ver com você! Não é seu! 
Mas o problema - ou o começo da solução - é quando faz! É aí que está a oportunidade, a chance, o aprendizado.


O outro é muito simpático e, por isso, você se sente enciumado e inseguro? Não, não é só por isso! Talvez isso contribua para vir à tona seu ciúme e sua insegurança, mas esses sentimentos já eram seus, já estavam aí. São de sua responsabilidade.
O trânsito ou o modo como o outro dirige faz com que você se sinta irritado e impaciente?
 Não, não é só por isso! 
Claro que ninguém gosta de esperar ou se atrasar, mas se sentir irritado toda vez que se vê no trânsito, mesmo já sabendo que o trânsito é inevitável - tem muito mais a ver com a sua incompetência para lidar com as frustrações e com sua ansiedade do que com os fatos em si.

Como muito bem afirmou Goethe: "A alegria não está nas coisas. Está em nós!". 
É isso, simples assim: sempre está em nós e não no outro!
 Portanto, de nada adianta apostar no que está fora. É preciso investir e lapidar o que está dentro.

Falou o que não devia? Fez bobagem? Errou feio? Comportou-se de forma impulsiva e inadequada diante de um determinado sentimento?
 Pergunte-se insistentemente: "de que outra maneira eu poderia ter resolvido essa situação?". E ouça a sua voz interior. Ela sabe! Você sabe! Você tem a resposta certa, a sua resposta certa!

Anote esta resposta, se for preciso para lembrar-se dela.
 Escreva uma nova forma de viver, de ser e de amar.
 E acredite: enquanto continuar apostando que a culpa é do outro, nada poderá ser diferente. 
Ao contrário, quando assumir que você é responsável pelo que é... aí, meu querido, ninguém mais pode te impedir! 
O céu é o limite para sua felicidade!


Rosana Braga é Palestrante, Jornalista, Consultora em Relacionamentose Autora dos livros "O PODER DA GENTILEZA" e "FAÇA O AMOR VALER A PENA", entre outros.

Um grande abraço
Vania

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Sabe quem sou eu?

Reflexão

Sou pequenino, de formas arredondadas.
Moro num condomínio fechado.
Sou prisioneiro, não tenho pernas nem braços...
Não posso falar, me expresso através de meus movimentos ritmados...
Às vezes fico tão feliz que me ponho a saltar, mas quando me entristeço, penso que posso até parar.
Sou sensível por demais, me alimento do amor e adoeço com a dor.

                                         
Por ser muito delicado, sigo uma dieta balanceada:

_ Pela manhã - amor e gratidão.
_ No almoço - amor e compreensão.
_ À tarde - amor e boa vontade.
_ À noite - amor e perdão.


Se por acaso saio da dieta e faço uso do ódio, da mágoa ou do rancor, entro em descompasso e posso até ter um colapso.

Meu senhorio é quem cuida de mim, somos ligados por laços fortíssimos e vem dele todas as minhas alegrias e tristezas.
Ele sabe bem das suas responsabilidades para comigo, mas as vezes distraído, dá-me um alimento indigesto e eu padeço com  isso.
No outro dia, se arrepende e me enche de carinho...

Assim vamos levando e seguindo o nosso caminho.
Meu nome é coração e lhe agradeço pelo amor, mas lhe peço por favor, não me maltrate com a dor.


Um grande abraço
Vania

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Qual a sua missão?


Um texto especial que quero compartilhar com 
vocês




A consciência de sua missão

Frequentemente eu me pergunto,o que cada um de nós está fazendo nesse planeta?Se sua vida for somente tentar aproveitar o máximo possível as horas e os minutos, esse filme …é bobo.
Tenho certeza que existe um sentido maior, para tudo o que vivemos.

Para mim, nossa vinda ao planeta TERRA tem basicamente dois motivos :
Evoluir espiritualmente, e aprender a amar melhor


Todos os nossos bens na verdade, não são nossos!Somos apenas as nossas almas e devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos dá, para aprimorarmos como pessoa.

Que os fracassos são os melhores professores e é nos momentos difíceis que as pessoas precisam encontrar uma razão para continuar em frente..As nossas ações, especialmente quando temos de nos superar, fazem de nós pessoas melhores.A nossa capacidade de resistir às tentações, aos desânimos, para continuar o caminho, que nos torna pessoas especiais.

Ninguém veio a essa vida, com a missão de ganhar dinheiro e comer do bom e do melhor.Ganhar dinheiro e alimentar-se faz parte da vida, mas não pode ser a razão de sua vida.

Tenho certeza de que pessoas como Martin Luther king, Mahatma Gandhi, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Betinho e tantos outros anônimos, que lutaram e lutam para melhorar a vida dos mais fracos e dos mais pobres, não estavam motivados pela ideia de ganhar dinheiro.

O que move essas pessoas generosas a trabalhar diariamente e não desistir nunca?A resposta é uma só:A consciência de sua missão nessa vida.

Quando você tem a consciência que através de seu trabalho, você está realizando sua missão, você desenvolve uma força extra, capaz de levantá-lo ao cume da montanha mais alta do planeta.

Infelizmente, muita gente se perde nessa viagem e distorce o sentido de sua existência pensando que acumular bens materiais é o objetivo da vida.E quando chega ao final do caminho, percebe que só vai poder levar daqui, o bem que se faz às pessoas.


Se você tem estado angustiado sem motivo aparente, está aí um aviso para parar e refletir sobre seu estilo de vida.Escute sua alma, ela tem a orientação sobre qual caminho seguir.Tudo na vida é um convite para o avanço e a conquista de valores e harmonia e na glória do bem.




Texto- Roberto Shinyashiki

É isso minhas queridas amigas e amigos...
Vale a pena refletir.
Um grande abraço
Vania

domingo, 27 de janeiro de 2013

Uma dor sem tamanho

                                     



E de repente o céu estava meio cinza e triste...
E foi aí que Deus resolveu convocar 233 jovens, que dançavam felizes numa boite de Santa Maria.
Jovens lindos, saudáveis, felizes, comemorando o final de um curso universitário, cheios de sonhos e planos para o futuro..

"A vida tem razões que a própria razão desconhece."

Foge totalmente de nós, a capacidade de compreender o  porque de uma tragédia como esta.
Fica no peito a solidariedade com os pais e com as mães destes jovens.
Impossível mensurar o tamanho da dor que eles tem agora que suportar no coração.
Não inventaram ainda nenhum comprimido ou droga qualquer, que amenize esta dor.

                                     

Não existem palavras ou gestos que consolem...
Mas eles podem ter certeza, que um país inteiro se irmana a eles num desejo sincero de abraça-los e poder dividir um pouco, se possível fosse, de todo esse sofrimento.

De que vale agora procurar culpados, descobrir falhas técnicas ou humanas...

Nada  trará estes jovens de volta e nem diminuirá a dor dos que ficaram com o lar desfalcado.

Tudo parece inútil, nada que possamos fazer vai ajudar...


Nos resta então levantar nossos olhos para o Céu e implorar a Deus, que já que Ele resolveu levar os filhos, que Ele acalme a dor dos pais, que inconsoláveis estendem agora seus braços e suas mãos vazias e seus corações repletos de amargura e dor.

Misericórdia, Senhor! Misericórdia!

Que mesmo mergulhados em tamanha dor, estes pais possam encontrar o consolo de saber que o céu agora ficou muito mais bonito, com a presença de seus filhos.

                                     

E como eu acredito, de verdade, um dia estarão todos reunidos novamente.
A todos eles o meu amor, carinho e solidariedade.

Vania

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Qual é a sua culpa?





Culpada!

É sempre assim,  antes de qualquer observação mais acurada, já nos declaramos ( internamente, é claro) culpadas.
Qualquer coisa que dá errada, pronto, a culpa é nossa...
Quando criança, se os pais brigavam, achávamos que a culpa era nossa. Em caso de separação, nem se fala, fomos irremediavelmente as grandes culpadas.
Na adolescência, se uma amiga não falava com a gente... A culpa era nossa.
Quando o namorado se mandava, a culpa era nossa que não fizemos  alguma coisa,ou fizemos coisa demais...

Crescemos, tivemos nossos filhos e aí, posso afirmar, que no subconsciente assinamos com o sobrenome culpa.
As crianças brigam...CULPADA!
As crianças não comem... CULPADA!
As crianças adoecem... CULPADA!
Caiu? Machucou? CULPADA!

Crescem e nós continuamos a nos culpar por tudo que lhes acontece.
Puxa vida! Não pode ser assim...
A vida tem um ritmo, segue uma lógica e cada um segue um traçado próprio e independente.


"Cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz..." Já disse Almir Sater.

Cada ser é responsável por suas próprias venturas e desventuras. Não somos responsáveis pela felicidade, saúde, vontade e sonhos de ninguém...

Acredito sim que desde pequenos, criamos no hoje o nosso amanhã.
Já nascemos com personalidade formada, que vai ser ajustada por nossos educadores, se assim o permitirmos, é claro.
Mas já chegamos cheios de vontades, manhas e manias...
Observe os bebês, uns gostam de chupeta outros não, uns gostam de serem embalados, outros preferem o sossego de sua caminha.
Uns tem manias para dormir, outros dificuldades... Uns choram mais, outros menos...
São indivíduos, de personalidades únicas, assim como sua aparência e digitais são únicas.


Mas infelizmente, faz parte da nossa cultura este sentimento de culpa.
Me lembro  quando os meus filhos eram pequenos, aproximava-se uma tempestade e houve um trovão muito forte,  todos nos assustamos e eu disse sem pensar:
- Papai do Céu esta bravo!
E meu filho logo disse:
_ Eu não fiz nada!
_ Claro que não...

Mas é incrível como ele imediatamente já ia se sentindo culpado por um trovão tão forte. Que dó!

Então amigas a culpa não é sempre nossa.
Vamos ser mais generosas e deixar um pouco de culpa para os outros...
Ou pelo menos que cada um fique com a sua, já está de bom tamanho...

Depois, nem tudo tem necessariamente um culpado, a vida tem seus trâmites e é preciso que as coisas aconteçam numa certa ordem.


O mundo gira, um dia faz sol, noutro chove... Cada dia é um dia e ninguém tem culpa disso.
Que bom!

Um grande abraço
Vania





terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Quando a raiva é real

É interessante como alguns assuntos às vezes ficam nos rodeando.

Acontece com você, depois uma notícia na TV, ai assistindo a novela o assunto se repete e de novo com uma amiga muito próxima...

O que tem me rodeado ultimamente é a raiva.
Mas não é aquela raiva que se sente quando algo dá errado...
Ou aquele dia que o tempo está super contado e o trânsito tá parado...
Aquele dia em que a faxineira te dá o bolo e você tinha deixado a louça do jantar do dia anterior pra ela lavar...

Quando você esta super atrasada e chega no estacionamento e o pneu do carro está furado...
Aquele dia que um filho mal humorado te dá uma má resposta e você tem vontade de chorar...
Um balconista que te trada mal...

Tem muitas coisas que nos deixam com raiva, mesmo porque nós somos muito intolerantes e estamos sempre reclamando e nos irritando com as pessoas e as vezes ate com as coisas.

Mas tem um outro tipo de raiva que é a que eu tenho visto nos últimos dias, é uma raiva com motivo real, uma raiva que vem junto com a dor da decepção, da traição, da ofensa, da humilhação, da vergonha, da desonra, do desrespeito.
E tudo isso, junto com uma dor, uma dor que a gente não consegue explicar.



Esta raiva, ela existe, ela é real. Se você não a conhece, não queira conhece-la.

Tira a gente do chão, te joga num buraco fundo, te sacode e te arremessa pro alto para de novo te deixar  espatifar no chão frio e duro do incompreendido.
E a gente fica sem entender por um longo tempo o porque de tudo, se sentindo mal, pequena,  impotente, magoada, ofendida, ferida, injustiçada, humilhada...


Eu sei que só vai entender quem já passou por esta raiva, porque ela realmente está fora da nossa capacidade de entendimento.
É um sentimento desconhecido, inadmissível e indigerível.

E então quando ele acontece, a gente acaba por entender que nada, nada pode ser feito...

Então o negócio é entregar-se nas mãos do senhor tempo e deixar que ele faça o seu trabalho no devido tempo.
E aí sim podermos olhar a situação de um outro ângulo e ver qual a lição a ser aprendida...
Mas que dói, dói!

Um grande abraço
Vania