Acontece com você, depois uma notícia na TV, ai assistindo a novela o assunto se repete e de novo com uma amiga muito próxima...
O que tem me rodeado ultimamente é a raiva.
Mas não é aquela raiva que se sente quando algo dá errado...
Ou aquele dia que o tempo está super contado e o trânsito tá parado...
Aquele dia em que a faxineira te dá o bolo e você tinha deixado a louça do jantar do dia anterior pra ela lavar...

Aquele dia que um filho mal humorado te dá uma má resposta e você tem vontade de chorar...
Um balconista que te trada mal...
Tem muitas coisas que nos deixam com raiva, mesmo porque nós somos muito intolerantes e estamos sempre reclamando e nos irritando com as pessoas e as vezes ate com as coisas.
Mas tem um outro tipo de raiva que é a que eu tenho visto nos últimos dias, é uma raiva com motivo real, uma raiva que vem junto com a dor da decepção, da traição, da ofensa, da humilhação, da vergonha, da desonra, do desrespeito.
E tudo isso, junto com uma dor, uma dor que a gente não consegue explicar.
Esta raiva, ela existe, ela é real. Se você não a conhece, não queira conhece-la.
Tira a gente do chão, te joga num buraco fundo, te sacode e te arremessa pro alto para de novo te deixar espatifar no chão frio e duro do incompreendido.
E a gente fica sem entender por um longo tempo o porque de tudo, se sentindo mal, pequena, impotente, magoada, ofendida, ferida, injustiçada, humilhada...

É um sentimento desconhecido, inadmissível e indigerível.
E então quando ele acontece, a gente acaba por entender que nada, nada pode ser feito...
Então o negócio é entregar-se nas mãos do senhor tempo e deixar que ele faça o seu trabalho no devido tempo.
E aí sim podermos olhar a situação de um outro ângulo e ver qual a lição a ser aprendida...
Mas que dói, dói!
Um grande abraço
Vania
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