Saímos por volta das 10hs. da manhã e em menos de uma hora estávamos lá.
Itabirito é Patrimônio Cultural Municipal, guarda histórias do ciclo do ouro e do ferro. O pico do Itabirito (1.568m) é tombado pelo Patrimônio Natural Estadual e abriga o maior bloco de hematita pura do mundo, importante referência geográfica usada pelos bandeirantes e tropeiros. Além das edificações históricas, a identidade cultural do município revela-se através da arte e da culinária, cada vez mais fortalecidos nos eventos promovidos pela cidade, como a Julifest e a Festa do Pastel de Angu (seu quitute mais famoso).
Em tupi guarani ITABIRITO significa “pedra que risca vermelho”.

É muito bom conhecermos um bocadinho da história de cada lugar que visitamos e eu gostei muito da bucólica cidade de Itabirito.
Mas tanto na ida quanto na volta, o que mais me deliciou foi olhar para as montanhas.
Não existe nada mais lindo do que as nossas montanhas numa manhã de céu limpo e ensolarado.
Cantadas em verso e prosa, recebem pouco valor de nós que aqui moramos.
E quantos segredos elas guardam...
Desde pequena escuto uma história que não sei se é verdadeira, mas meu avô explicava que o mineiro é considerado pão-duro. Ele dizia que as pessoas viviam nas cidades cercadas pelas montanhas, o que dificultava avistar a chegada de alguém à distância, quando percebiam, o visitante já estava batendo na porta de casa, por isso explicava ele, as mesas mineiras tinham aquelas gavetas, pois assim que batiam à porta, escondia-se os pratos nas gavetas.
Na verdade era porque as distâncias eram muito grandes e os mantimentos demoravam a chegar, então era preciso ser econômico para que a família não passasse fome.
O certo é que apesar de hoje estarmos perdendo de vista nossas montanhas, elas sempre me deram a sensação de proteção. Mas sei que que a beleza e a grandeza das nossas montanhas, despertaram muita curiosidade nos aventureiros e sempre estimularam os sonhos das mocinhas mais românticas.
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