sexta-feira, 28 de março de 2014

EM CADA OLHAR UM MILAGRE


A gente vai levando a vida sem prestar muita atenção, acorda e nem vê que o dia esta lindo, vai dormir sem nem olhar as estrelas ou ver que a lua cheia esta deixando a noite clara...
Todos os dias a vida é um milagre, basta olhar com olhos de ver.

Amei este texto e quero dividir com vocês.
Espero que gostem...


                     

MILAGRES

Milagre para mim, é ver a chuva molhar os campos e reacender aquele cheiro bom de terra molhada,cheiro de banho de natureza,que faz brotar sementes e até sonhos....
Milagre é olhar o céu e ver aquele mundão de estrelas, ali, tudo juntinho sem competir, sem se esbarrar e sem nenhuma empatar o brilho da outra... 

Milagre é essa diversidade de flores que Deus planta pra aqui e pra acolá, só para colorir o caminho da gente assim como quem não quer nada mas querendo nos ver felizes...
Milagre é tudo que o homem inventou com a inspiração que Deus deu, telefone, luz elétrica, rádio, TV, cinema, etc. 
Eu não sei como isso funciona e nem quero aprender, mas que é milagre É..

Milagre é o que a genética faz: De uma coisa piquititinha de nada, cria um embrião que vira pessoa, e que Deus aprova, porque a alma é Ele que coloca....
Milagre para mim, é esse mundão sem porteira, sem eira, sem ter um canto para o vento fazer a curva sem ter começo delimitado e nem fim...

Milagre é quando olho para meus filhos e vejo traços físicos meus, quando adentro suas almas e vejo traços de anjos, aí eu agradeço a Deus infinitas vezes, por esse milagre...
Milagre é a inocência das crianças que falam na cara da gente o que pensam. 
Pequeno Buda de 6 anos, falou que Deus é bom porque faz nuvens com forma de bichinhos fofos....

Milagre é acordar de manhã, abrir a janela e ver o amanhecer lindo que Deus coloriu, cada dia de um jeito, faz tudo com capricho e carinho. 
Ah, acordar já é milagre, e dos maiores...

Milagre é quando Deus esquece de dar um irmão pra gente, ai  Ele acode e dá o irmão com o nome de amigo, esse é um dos milagres que eu adoro receber....
Milagre é quando alguém que amamos, sem querer, despedaça o nosso coração em um trilhão de pedaços, e a gente pensa que vai morrer. Ai aparece alguém com uma cola mágica e conserta.

Milagre é ser um doador de órgãos, pois quando Deus chama para voltar para casa, só chama o espírito, e esse chega perfeito, se do corpo ficar algo é para aperfeiçoar uma outra vida...

Milagre é a natureza que a neve mata ou o fogo destrói, ai nasce tudo de novo sem se importar se vai ser destruída novamente, acho esse milagre lindo!
Milagre é quando vejo pessoas ajudando as vítimas da fome, do frio, do desabrigo e do desamor, tem gente que chama isso de solidariedade,eu chamo de milagre...

Milagre, é essa tal de internet que fez minha mensagem chegar até você que as vezes não conheço o rosto,o nome, e nem sei dos sonhos...
Agora, se te fiz feliz, ganhei o dia e o aval de Deus!

Autora Lady Foppa

Um grande e afetuoso abraço
Vania

terça-feira, 25 de março de 2014

Não sei se é para rir ou chorar...

No mínimo vale refletir e se cuidar, prestar mais atenção em vc mesmo e na fala de seu próprio corpo.

Jung Psicologia Transpessoal




COMO A MEDICINA DA DOENÇA FUNCIONA                    

Por Carlos Bayma

"Aos 30 anos, você tem uma depressãozinha, uma tristeza meio persistente: prescreve-se FLUOXETINA.
A Fluoxetina dificulta seu sono. Então, prescreve-se CLONAZEPAM, o Rivotril da vida. O Clonazepam o deixa meio bobo ao acordar e reduz sua memória. Volta ao doutor.

Ele nota que você aumentou de peso. Aí, prescreve SIBUTRAMINA.

A Sibutramina o faz perder uns quilinhos, mas lhe dá uma taquicardia incômoda. Novo retorno ao doutor. Além da taquicardia, ele nota que você, além da “batedeira” no coração, também está com a pressão alta. Então, prescreve-lhe LOSARTANA e ATENOLOL, este último para reduzir sua taquicardia.

Você já está com 35 anos e toma: Fluoxetina, Clonazepam, Sibutramina, Losartana e Atenolol. E, aparentemente adequado, um “polivitamínicos” é prescrito. Como o doutor não entende nada de vitaminas e minerais, manda que você compre um “Polivitamínico de A a Z” da vida, que pra muito pouca coisa serve. Mas, na mídia, Luciano Huck disse que esse é ótimo. Você acreditou, e comprou. Lamento!

Já se vão R$ 350,00 por mês. Pode pesar no orçamento. O dinheiro a ser gasto em investimentos e lazer, escorre para o ralo da indústria farmacêutica. Você começa a ficar nervoso, preocupado e ansioso (apesar da Fluoxetina e do Clonazepam), pois as contas não batem no fim do mês. Começa a sentir dor de estômago e azia. Seu intestino fica “preso”. Vai a outro doutor. Prescrição: OMEPRAZOL + DOMPERIDONA + LAXANTE “NATURAL”.

Os sintomas somem, mas só os sintomas, apesar da “escangalhação” que virou sua flora intestinal. Outras queixas aparecem. Dentre elas, uma é particularmente perturbadora: aos 37 anos, apenas, você não tem mais potência sexual. Além de estar “brochando” com frequência, tem pouquíssimo esperma e a libido está embaixo dos pés.

Para o doutor da medicina da doença, isso não é problema. Até manda você escolher o remédio: SILDANAFIL, TADALAFIL, LODENAFIL ou VARDENAFIL, escolha por pim-pam-pum. Sua potência melhora, mas, como consequência, esses remédios dão uma tremenda dor de cabeça, palpitação, vermelhidão e coriza. Não há problema, o doutor aumenta a dose do ATENOLOL e passa uma NEOSALDINA para você tomar antes do sexo. Se precisar, instila um “remedinho” para seu corrimento nasal, que sobrecarrega seu coração.

Quando tudo parecia solucionado, aos 40 anos, você percebe que seus dentes estão apodrecendo e caindo. (entre nós, é o antidepressivo). Tome grana pra gastar com o dentista. Nessa mesma época, outra constatação: sua memória está falhando bem mais que o habitual. Mais uma vez, para seu doutor, isso não é problema: GINKGO BILOBA é prescrito.

Nos exames de rotina, sua glicose está em 110 e seu colesterol em 220. Nas costas da folha de receituário, o doutor prescreve METFORMINA + SINVASTATINA. “É para evitar Diabetes e Infarto”, diz o cuidador de sua saúde(?!).

Aos 40 e poucos anos, você já toma: FLUOXETINA, CLONAZEPAM, LOSARTANA, ATENOLOL, POLIVITAMÍNICO de A a Z, OMEPRAZOL, DOMPERIDONA, LAXANTE “NATURAL”, SILDENAFIL, VARDENAFIL, LODENAFIL ou TADALAFIL, NEOSALDINA (ou “Neusa”, como chamam), GINKGO BILOBA, METFORMINA e SINVASTATINA (convenhamos, isso está muito longe de ser saudável!). Mil reais por mês! E sem saúde!!!

Entretanto, você ainda continua deprimido, cansado e engordando. O doutor, de novo. Troca a Fluoxetina por DULOXETINA, um antidepressivo “mais moderno”. Após dois meses você se sente melhor (ou um pouco “menos ruim”). Porém, outro contratempo surge: o novo antidepressivo o faz urinar demoradamente e com jato fraco. Passa a ser necessário levantar duas vezes à noite para mijar. Lá se foi seu sono, seu descanso extremamente necessário para sua saúde. Mas isso é fácil para seu doutor: ele prescreve TANSULOSINA, para ajudar na micção, o ato de urinar. Você melhora, realmente, contudo... não ejacula mais. Não sai nada!
Vou parar por aqui. É deprimente. Isso não é medicina. Isso não é saúde.

Essa história termina com uma situação cada vez mais comum: a DERROCADA EM BLOCO da sua saúde. Você está obeso, sem disposição, com sofrível ereção e memória e concentração deficientes. Diabético, hipertenso e com suspeita de câncer. Dentes: nem vou falar. O peso elevado arrebentou seu joelho (um doutor cogitou até colocar uma prótese). Surge na sua cabeça a ideia maluca de procurar um CIRURGIÃO BARIÁTRICO, para “reduzir seu estômago” e um PSICOTERAPEUTA para cuidar de seu juízo destrambelhado é aconselhado.

Sem grana, triste, ansioso, deprimido, pensando em dar fim à sua minguada vida e... DOENTE, muito doente! Apesar dos “remédios” (ou por causa deles!!).

A indústria farmacêutica? “Vai bem, obrigado!”, mais ainda com sua valiosa contribuição por anos ou décadas. E o seu doutor? “Bem, obrigado!”, graças à sua doença (ou à doença plantada passo-a-passo em sua vida)."

Jung Psicologia Transpessoal

Um grande e afetuoso abraço
Vania

sexta-feira, 21 de março de 2014

O grande teatro da vida

                       




                             
A vida acontece todos os dias, todas as horas, todo o tempo...
Mas a gente esta sempre esperando a hora certa, o momento exato, a hora do "flash"...

Não funciona assim, a meu ver a vida é para ser vivida independente de momento e oportunidade, viver apenas da melhor forma possível.

As vezes fico conjecturando com meus "botões"  e acredito mesmo que viver é estar constantemente num palco, onde as cenas se reproduzem sem pedir licença ou por favor e a gente vai  desenvolvendo ali nossas habilidades de bailar conforme a música, interpretando o texto do momento, agindo com a leveza que o vento nos impõe, deixando que nossas vestes se levantem e balancem e deixando muitas vezes à mostra partes do corpo ou da alma que gostaríamos de esconder.
Não tem ensaio e nem podemos refazer a cena. É ali, ao vivo e a cores.
Na verdade o importante é fazermos a melhor interpretação que pudermos de nós mesmos...

Vamos interpretando diálogos ou monólogos, mostrando ou escondendo verdades e mentiras, ali atuando sem intervalos, sem pausa para o "lanchinho".
Como disse uma amiga: "-Eu sei que a vida é uma escola mas, não tem a hora da merenda, não?"

Tem sim, são os momentos de alegria e de festa, quando na platéia ou dividindo o palco conosco estão os nossos maiores amores, os melhores companheiros, os maiores parceiros de cena.

E durante todo o espetáculo que é a vida, os cenários vão mudando, nós vamos amadurecendo, nos sentindo mais à vontade naquele palco...
Nos colocamos mais inteiros, menos tímidos, mais conscientes de nosso papel naquela história...
Os companheiros de palco vão mudando também, uns saem antes do final, outros chegam no meio do espetáculo e uns aparecem só nos mementos de glória ou do grande drama e outros só entram em cena na hora da comédia...

E aí eu fico pensando qual tipo de história eu quero representar?
Qual impressão quero deixar nas mentes e nos corações de quem esta na platéia.

No final do espetáculo, quando caírem as cortinas... Eu quero não só ouvir os aplausos, quero sim ser aplaudida de pé mas, quero mais que tudo, que pelo menos uma pessoa saia daquele grande teatro que foi a minha vida, dizendo que admirou o meu trabalho, que  aprendeu muitas coisas e que nunca vai me esquecer.

Um grande e afetuoso abraço
Vania



terça-feira, 18 de março de 2014

Casa nova, vida nova

Quando você lê um texto e este texto mexe muito com você e te faz pensar e repensar...
Quando este texto parece que foi escrito para você, é porque tá na hora de observar, analisar e mudar.
Foi isto que aconteceu conosco em relação a este texto da Marina Colasanti.
Nos encorajou e nos impulsionou e ai tudo mudou...


Eu sei, mas não devia
Marina Colasanti
"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

(...)A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.(1972)"





E então um dia a gente resolve mudar...
Mudar de cidade, mudar do apartamento para a casa, mudar do calor para o frio, do barulho para o silêncio, do trânsito para o sossego...

HUUUMMMMMM!!! Que delícia!
Nas primeiras noites estranhamos o som do silêncio, acordamos com o som da natureza e o friozinho das regiões mais altas...
Quer saber? É MUITO BOM!

Nos mudamos para um condomínio de casas numa cidadezinha muito próxima de BH, mas parece que estamos a muitos quilômetros de distância, tal a diferença que sentimos, para melhor é claro. Ainda estamos em estágio de adaptação, sair de um apartamento para uma casa com quintal, jardim e frente para cuidar, muda um pouco o ritmo, o esquema...

Eu havia me esquecido o que é uma mudança, que loucura! Acho que vou levar meses para por tudo no lugar mas, quem é que esta com pressa?

Este era um antigo sonho nosso. Há alguns anos compramos um terreno neste mesmo condomínio com o objetivo de construirmos nossa casinha, agora vamos começar a construção e resolvemos alugar esta casa para fazermos um "teste drive" e acompanhar a obra, ou seja em breve teremos mais uma mudança, rss...
Mas estamos felizes e tudo faz parte dos planos.
Por enquanto tudo é uma experiência, mas queremos que tudo dê certo, que tenhamos mais paz, uma vida mais saudável e tranquila.
Caminhar de manhã por ruas tranquilas, respirar um ar mais puro, receber os amigos com alegria, juntar a família para um churrasco...
E tudo de novo que chegar será bem vindo, ou no mínimo um novo aprendizado.



Um grande e afetuoso abraço
Vânia



quinta-feira, 6 de março de 2014

A maneira de ver as coisas

Reflexão

Não é a imagem que é incrível, mas a maneira como ela foi cortada...

Olhe fixamente para a foto e verá que o rapaz acabará virando o rosto de lado...!!!




                                            

Fiquei olhando para esta foto por muito tempo... Me encantou o fato de saber que era de um jeito e por vezes enxergá-la de outro.

Na verdade tudo na vida é mesmo assim. Depende de como se olha.
Depende de seu estado de espírito, seu humor, seus pensamentos, seu foco naquele momento, suas preocupações...

Meu marido costuma pegar um livro, colocá-lo em pé sobre a mesa e perguntar o que estamos vendo, aí a gente responde que estamos vendo a capa com uma linda foto e o nome do livro e ele nos diz que esta vendo o mesmo livro porem, vê a descrição do tema ou o comentário sobre o assunto abordado...
Enfim, a gente pode comprar um livro pela capa bonita ou ler as costas e ver se o assunto realmente é interessante para nós.
O certo é que tudo tem várias maneiras de se ver e precisamos ter cuidado quando formos opinar ou, julgar seja lá o que for, se antes não tivermos visto todos os lados possíveis.
Eu sempre digo que mesmo um relógio parado consegue estar certo duas vezes no dia. Não é mesmo?

Nada no mundo é exatamente ou somente do jeito que vemos. É preciso cautela, bom senso, delicadeza e sensibilidade.
"Portanto não me julguem pelo que tenho mas tentem saber o que sou".
Um dia posso estar muito feliz, estar muito amável, alegre e simpática e num outro posso estar mais séria, mais cabisbaixa ou circunspecta.
Espere para saber dos meus tropeços, minhas angustias ou minhas vitórias...
"Coma comigo um saco de sal e só assim me conhecerá em todos os meus ângulos...
Ou caminhe por um quilometro com os meus sapatos velhos e sentirá minhas dificuldades..."

Este critério, acredito, deve ser usado para tudo e para todos, em qualquer situação, olhe o outro lado.
Tenha compaixão, seja misericordioso sempre que lhe for possível.
E principalmente, seja e deixe ser feliz.

Um grande  e afetuoso abraço
Vania

PS: Amigos estou mudando de residência e ficarei fora do ar por alguns dias mas, voltarei assim que possível.
Um grane beijo
 





sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Você consegue parar um pouquinho?


Uma vez ouvi uma frase que nunca mais esqueci:
" O que tu és faz tanto barulho, que mal consigo ouvir o que tu dizes"
Quantas pessoas você conhece que são assim?

Muitas vezes nos envolvemos tanto nas confusões do dia-a-dia, no trabalho, nos problemas dos outros que nos esquecemos de calar um pouco nossa voz interior.
Fica tudo dentro de nós como um radio ligado sem botão de desligar.
E é tanta confusão que acabamos por nos perder de nós mesmos.
Entramos num processo de agitação, de cansaço, de urgência, de imediatismo sem conseguir detectar o que esta realmente acontecendo.
Pare. Olhe. Pense. E sobretudo, sinta.

                    

Uma querida amiga, a Claudia do http://claudiaroma.blogspot.com.br/, colocou outro dia em seu post estas três pequenas frases:

"Escutar o coração...Escutar a respiração...Escutar o silêncio!"

Fiquei pensando, quantas vezes fazemos isso. Será que realmente fazemos?
Parar para escutar-se...
Parece tão simples, tão normal, tão corriqueiro...
Mas é tão difícil!

Paramos para ouvir a gargalhada da vizinha, o choro de uma criança na rua.
Paramos para ouvir uma nova música ou aquela antiga que nos dá saudades de alguma coisa ou algum lugar...
Paramos para ouvir os problemas de uma amiga, as reclamações dos filhos...
Paramos para ouvir as piores notícias do dia,  a alegria dos lixeiros, o canto do carro da pamonha...
Mas não paramos para "nos" ouvir... Como isso é difícil!

Difícil encontrar tempo para ter tempo de parar, de sossegar, de nos aquietar...
Silenciar a mente, respirar pausada e profundamente, aquietar o coração e dizer:
E aí, como estou hoje?
Porque tanta agitação?
Porque tão cansada?
Porque tão triste?
Porque esta mágoa pesando no peito?
Porque ainda carrego esta raiva como um fardo pesado?

                     


Pare um pouco, um pouquinho só. Se dê o direito de se aquietar, de sossegar o coração e a mente e com isso todo o seu ser.

Respira  p r o f u n d a m e n t e  e relaaaaxa...
Sente como seu corpo se enche de ar e se esvazia.
Sente o pulsar de seu coração.
Ouça o silêncio que se faz em sua mente...

Tranquilize-se, nada vai acontecer se você parar por uns instantes.
A vida esta lá fora te esperando...
A Claudia do http://claudiaroma.blogspot.com.br/, tem várias dicas que podem ajudar muito, com aromas muito especiais.

Se você conseguir fazer isso, só um pouquinho, vai conseguir se ouvir, ouvir seu coração, entender e reconhecer seus desejos e vontades, sonhos e aspirações que por tanto ouvir o outro já se esqueceu como eles são importantes, como eles têm urgência de ser ouvidos, de ser vividos ou de "simplesmente ser".


                       


A vida passa tão ligeira, que se não nos ocuparmos de nós mesmos nem que seja por um pouco a cada dia, corremos o risco de passar pela vida e não vivê-la.
De entrarmos e sairmos da vida sem crescer, aprender, evoluir...

Você é um ser único, não existe ninguém igual a você.
Então cuide deste você com muito cuidado e carinho, você é o ser mais importante para você, porque sem você, você não existe.
Já pensou nisso?

Um grande e afetuoso abraço
Vania

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Sobre a esperança





Estou de volta, depois de uns dias de cama.

Uma gripe meio séria demais para o meu gosto, me derrubou na cama e ainda me deixou uma sinusite inesperada.
Mas tudo passa e estes males também estão passando.
Estou mais fortinha e aproveito para dividir com vocês umas palavras que li e gostei muito:


"É preciso ter esperança. 
Mas tem que ser esperança do verbo esperançar. 
Por que isso?
Por que tem gente que tem esperança do verbo esperar. 
Esperança do verbo esperar não é esperança, é espera.

"Ah, eu espero que melhore, que funcione, que resolva". 


Já esperançar é ir atrás, é se juntar, é não desistir."

- Paulo Freire


Gostei demais destas palavras do Paulo Freire.

Concordo com ele.
Só ter esperança não resolve nada, é preciso ação, movimento, fazer com que as energias se movimentem a nosso favor.

Esperançar é ação, atitude, mental e física.

Se observarmos a natureza veremos que há esperançar em tudo.
O que te parece inerte como uma árvore que espera florir, tem constante trabalho. 
Suga permanentemente a energia da terra, do sol e da água para que tudo aconteça como ela sabe esperançar...
A água que sai tímida de sua fonte, enfrenta todo tipo de obstáculos e intempéries, mas não para, não desanima porque sabe esperançar que um dia vai alcançar o mar.

Não coloque suas mãos em prece e fique sentado esperando que as coisas aconteçam...
Nada vai acontecer sem a sua participação, nem que seja só a sua "força de vontade", mas algum movimento há de existir para que seus sonhos se realizem...



Deus disse: Faça a sua parte que EU te ajudarei...



Então vamos lá correr atrás de nossos sonhos, com alegria, força, disposição, coragem...
E aí podemos esperançar porque tudo vai dar certo.



Um grande e afetuoso abraço
Vania