segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Não precisa gritar

Este texto me remeteu a muitas situações, muitas cenas presenciadas e vividas...
Queria que as pessoas prestassem atenção no texto e em suas atitudes...    
Nós podemos mudar sempre, não há idade ou tempo para que isso aconteça.


                                                 


 Por que a gente grita quando está com raiva?

Um sábio profeta indiano caminhava pelas margens do Rio Ganges quando percebeu uma família brigando, uns gritando com os outros.

“Por que as pessoas gritam umas com as outras quando estão com raiva?” perguntou aos seus discípulos.

“Porque perdem a calma”, respondeu um deles.

“Sim, mas por que elas gritam se a pessoa está bem ao lado delas? Elas poderiam muito bem falar a mesma coisa sem gritar”

Os discípulos tentaram achar alguma resposta que explicasse o ato do grito, mas nenhuma foi satisfatória.
O profeta então falou:

“Quando duas pessoas estão com raiva, os corações delas estão muito distantes. Por isso elas precisam gritar. 
Quanto mais raiva elas têm, mais elas precisam gritar para cobrir essa distância.

E quando duas pessoas estão apaixonadas? O que acontece? 
Elas não gritam uma com a outra. 
Elas falam suavemente, porque a distância dos corações é muito pequena.

E quando elas se amam ainda mais? 



Ah, aí elas sussurram, chegam mais perto ainda, as vezes nem existe distância nenhuma entre os corações.E finalmente, depois de um tempo, elas não precisam nem sussurrar. Basta um olhar.
Isso é o quão perto dois corações podem estar.”

“Por isso…” continuou o profeta, “…prestem atenção quando discutirem com alguém.
 Não deixe que os corações se afastem muito, porque poderá chegar o dia em que a distância pode ser tão grande que os corações se perdem e não conseguem mais encontrar o caminho de volta, para se 
encontrarem de novo.

Um grande e afetuoso abraço
Vania


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Saravá Iemanjá





Dois de Fevereiro

Dorival Caymmi

Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
Escrevi um bilhete a ela Pedindo pra ela me ajudar
Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou...


Saravá Iemanjá

Um grande abraço

Vania

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Chega de descanso




                        
                              


Estou retornando de uma boa e longa temporada de afastamento proposital.
Foi um tempo de refazimento, de repensar a vida, relembrar tempos bons e ruins...
Tempo em que, ao completar 60 anos,  me dei o direito de repensar  minha trajetória de vida, de recuperar as rédeas e corrigir o rumo...

Tempo de analisar o que foi bom, o que foi ruim, o que deu certo, o que deu errado, o que valeu a pena e o que nem vale a pena lembrar...
Tempo de planejar o próximo tempo. Refletir sobre o que é realmente passado, presente e futuro...
Tempo de reconhecer quem sou, quem fui e quem realmente quero ser.

Tempo de olhar em volta e olhar além, olhar o que os olhos não veem mas o coração sente.
Procurar o que me toca a alma, me emociona e estremece meu espírito...
Buscar em mim o que de mim foge e recuperar tudo que escapou sem ter sido vivido, olhado, reconhecido e aproveitado.

Retomo agora ao meu querido blog que tantas coisas boas me trouxe e me ensinou...
E o convido para continuar comigo nesta caminhada, agora, com o apelido de idosa, se sentindo plena, feliz e realizada mas, cheia de sonhos e projetos, idéias e expectativas, esperança e sobretudo, paz interior...
Reconheço onde estou, o que vivi e o que sou...

Não cheguei àquela sabedoria que dizem que os idosos tem. Não, ao contrário, a cada dia percebo o quanto ainda não sei. Mas vou aprendendo um pouco a cada dia, com a certeza da eternidade toda pela frente.
Sei o que quero, o que me convém e mais ou menos o que me espera...
Mas sou corajosa e não me amedronto tão fácil. Sigo enfrente, mais segura e mais tranquila.

Já tenho vaga garantida no shopping, atendimento prioritário em todos os lugares, não preciso mais entrar em longas filas, tenho o direito de exigir que me respeitem e me cedam a vez...

Não quero nada disso!

Quero apenas ser feliz.
Sou uma "Garota Vintage", feliz e bem humorada, ainda consigo rir da vida e principalmente, rir de mim mesma.
Achei uma receitinha básica de felicidade e quero compartilhar com as amigas deste blog:



                          

Simples assim!

Um grande e amoroso abraço. E espero que me acolham novamente com o mesmo carinho.
Beijos e cheiros,

Vania

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Feliz Natal




O meu melhor para todos vocês que tem me acompanhado na trajetória deste blog!


                           





Agora deixo um até breve e me retiro para uma pausa...





Um enorme abraço com muito carinho,
Vania


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Preocupada com os cabelos?




Adorei! Concordo, concordo mesmo...
A gente se prende muito, se tolhe, se segura...
Isso não pode, isso não fica bem, isso vai chamar atenção, vou ficar despenteada, desarrumada, amassada...
E daí? Como diz Ivan Lins na música "a gente merece ser feliz"

"Tudo que eu fiz
Foi ouvir o que o meu peito diz:
"Que apesar de toda magoa
Vale a pena toda luta
Para ser feliz"
Tudo que eu fiz foi seguir a mesma diretriz
Confiando e acreditando
Que na vida todo mundo pode ser feliz
É preciso crer no coração
Porque se não
Não tem razão de se viver
E eu quero ver
Nascer um tempo bom
Meu peito diz:
"Coração da gente é igual país"
Não deu certo uma mudança, você muda de esperança".


Um grande abraço
Vania

 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Mais uma história de Sabedoria



                       

                        


O Escorpião " vale muito apena ler "

Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou.
Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando de novo.
O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou.
Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:

— Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas às vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?

O mestre respondeu:
— A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.


Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.

Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções. 

Alguns perseguem a felicidade, outros a criam.
Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você.
E o que os outros pensam, não é problema nosso... é problema deles.
Precisamos olhar mais para nós mesmos e deixarmos para lá a opinião dos outros.
Ninguém sabe na verdade quem somos, quantos tombos levamos, quantas vezes levantamos...
As dores que já vivemos e as lágrimas que derramamos...

Ninguém sabe com qual linha tramamos nossas vidas e quão frágil poder ser nosso destino...
Seja você mesmo sempre, porque o que tu és é o resultado de tuas lutas e caminhadas nesta vida...

Um grande abraço
Vania


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Para reflexão


Este texto recebi por e-mail de uma querida amiga e aqui o coloco para compartilha-lo com vocês. 
É um texto que dispensa comentários mas, merece uma boa reflexão.
Aproveitem...


TÊNIS X FRESCOBOL




Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol.
Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. 
Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.


Explico-me.
Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: “Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa, até a sua velhice?’ Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.”


Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O Império dos Sentidos.
Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer.
Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: “Eu te amo, eu te amo...”
Barthes advertia: “Passada a primeira  confissão, ‘eu te amo’ não quer dizer mais nada”. É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: “Erótica é a alma”.


O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário - e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque.o adversário foi colocado fora de jogo. 
Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.


O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro
possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado.
Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ire vir... E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância:
começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...


A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de
palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...


Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros Cadernos, é sobre este jogo de tênis: “Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo’.
A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida.’ A situação está salva e o ódio vai aumentando.”


Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre
perde.


Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...

Rubem Braga
(Correio Popular, 1991 ou 1992)

Um grande abraço
Vania